quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Justiça valida carta espírita

.A carta psicografada usada na defesa de uma mulher acusada de mandar matar um tabelião em 2003 foi validada pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RS) ontem.

Incluído no julgamento que absolveu Iara Marques Barcelos em 2006, o documento foi motivo de controvérsia. À época, a 1ª Vara do Júri de Viamão permitiu que as quatro frases supostamente transmitidas pela própria vítima, o tabelião Ercy da Silva Cardoso, fossem lidas ao júri. Na carta, o tabelião chamava a acusada de amiga e dizia estar triste com a situação. Ercy foi executado com dois tiros no dia 1° de julho daquele ano. Cinco dos sete jurados consideraram a ré inocente.

A utilização do documento dividiu juristas após o julgamento. Descontente, a assistência da acusação entrou com recurso, questionando o uso do material.

Ontem, o TJ-RS decidiu não haver motivos para que fosse determinado novo julgamento. O desembargador-relator, Manuel José Martinez Lucas, afirmou que o exercício da religião é protegido constitucionalmente e cada um dos jurados pôde avaliar os fatos.

Para o desembargador Marco Antonio Ribeiro de Oliveira, que presidiu a sessão, havia provas para a absolvição e condenação, cabendo aos jurados decidirem. Na mesma linha, o desembargador José Antonio Hirt Preiss ressaltou que o júri entendeu não haver provas para a condenação.

Embora ainda haja possibilidade de recurso, a decisão foi comemorada pelo advogado de defesa, Lúcio de Constantino.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br
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